sexta-feira, 5 de agosto de 2011

LIVROS: Uma paixão que perdura...

Olá pessoal!!!


Esse vídeo é de junho de 2009 mas nunca tinha visto até hoje... "Antes tarde do que nunca"!!!
Ao ouvir Bartolomeu Campos de Queirós fiquei ainda mais apaixonada pelos livros!!!

Em um mundo onde se valoriza mais a informação do que a capacidade que as pessoas têm de ler o mundo, é um bálsamos para os olhos, ouvidos e para o coração, ver um vídeo como esse! Foi inevitável passar por aqui para compartilhá-lo!!!

Degustem e se apaixonem pelo fascinante mundo dos livros pois ratificando as palavras de Bartolomeu Campos de Queirós:
"A fantasia é o que existe de mais importante na construção do mundo.
Se existe o mundo, é por que ele foi fantasiado anteriormente.
(...) Não há como viver sem fantasiar!"

Beijocas repletas de suspiros poéticos,
Gy

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A leitura faz parte da vida daqueles que por ela se apaixonam...

Olá pessoal!

Bom dia!
Segue a dica de um site onde dá pra fazer boas compras de livros usados em bom estado e por um bom preço. Acho que uma boa parte das pessoas já conhece, mas fica a dica!



Beijocas e uma excelente semana!
Gy

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Aprendendo a jogar" SEMPRE!

Querido amigos,

Queria compartilhar com vocês uma música que me acompanha desde os tempos da faculdade...
Assim que descobri os tesouros escondidos por trás das canções da Elis Regina, fiquei encantada
e não me canso de ter através das suas interpretações, surpresas e novas formas de ver o mundo!
Tudo o que ela fez, sejam coisas boas ou ruins, as fez com toda a sua alma e aí está todo o seu encanto!

Um até breve!
Gy


Aprendendo A Jogar 


(Interpretação de Elis Regina e composição de Guilherme Arantes)


Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar

Água mole em pedra dura
Mais vale que dois voando
Se eu nascesse assim pra lua
Não estaria trabalhando

Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar

Mas em casa de ferreiro
Quem com ferro se fere a tudo
Cria fama, deita na cama
Quero ver o berreiro na hora do ronco

Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar

Quem tem pavor do cachorro
Quer sarna pra se coçar
Boca fechada não entra besouro
Macaco que muito pula quer dançar


quarta-feira, 27 de julho de 2011

UBUNTU: “Eu Sou, porque nós somos!”

Olá pessoal!

Essa história eu já tinha ouvido quando hoje lendo meus e-mails, eis que a recebo com mais detalhes. É um texto curto e interessante que nos faz pensar sobre as relações que estabelecemos neste mundo capitalista enlouquecido em que vivemos!

Eu revivi momentos significativos que tive com as crianças, que a cada dia me ensinam a ser mais sensível, viver sem criar tantos problemas e a rir de mim mesma... E lembrando de uma frase que Antoine de Saint-Exupéry, me despeço dando a deixa para o texto:
"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção". 

Beijocas, 
Gy
_________________________________________________________ 


"A jornalista e filosofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.

Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse 'já!', elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse 'Já!', instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comeram felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: 'Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?'

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu significa: 'Eu Sou, porque nós somos!"

terça-feira, 26 de julho de 2011

"UM BOM EXERCÍCIO"

Olá pessoal!

Hoje quis trazer pra vocês um texto que li tem um tempo e guardei pra dividi-lo no momento oportuno!
Mais uma vez fui surpreendida pela coluna do Bruno Astuto no jornal O Dia de 3 de julho de 2011.
Não vou comentar sobre ele, pois gostaria que vocês criassem as próprias “reticências”...

Só digo uma coisa:
Para algumas questões HOJE eu tenho as minhas respostas, mas confesso que CRIOU MUITAS RETICÊNCIAS EM MIM!

Boa leitura e excelentes reflexões!
Gy


UM BOM EXERCÍCIO

Bruno Astuto

Um marido que a trata bem, é um excelente pai, não deixa faltar rigorosamente nada em casa, de vê em quando a seqüestra para um passeio romântico, é cheiroso, bonito e educado, e acha graça em tudo o que você faz, não é maravilhoso? Mas, um dia, você descobre por um acaso do destino que ele deu uma pulada de cerca e deu uns pegas naquela bonitona da academia? Fazer o quê? Um escândalo, uma cena, pede o divórcio e joga anos de investimento num casamento que, francamente, está dando certo ou simplesmente finge que não viu e bola para frente? É de se pensar.

A empregada que deixa suas roupas passadinhas no armário como num hotel seis estrelas, que prepara sua comidinha preferida quando você chega, desfalecida do trabalho, que faz carinho na sua cabeça quando o mundo acaba – sem ter a menor ideia do que você está falando -, que a defende para Deus e o mundo e que segura as crianças na hora em que bate aquele arrependimento de ter largado a vida de solteira. Ela falta numa segunda-feira porque resolveu se divertir para valer no domingo à noite e inventa uma gripe raríssima. Vai exigir atestado médico ou fingir que esse dia não existiu?

O cunhado que você não suporta, com quem jamais se sentaria à mesa caso sua irmã não fosse completamente apaixonada por ele, e que sempre brinda os almoços de família com sua presença incômoda e moralidade abaixo da média. Suas piadas são infames, sua voz é um horror e você sempre achou que ela merecia coisa melhor. Mas ela acha que é feliz, e até seus pais já se conformaram com a ideia. Vai criar um caso e lhe dizer umas boas verdades ou permitir que ela quebre a cara sozinha, quando você a consolará sem dizer aquele terrível: “eu bem que te avisei”?

A vida é assim mesmo: quando pensamos que finalmente chegamos ao paraíso, surge um solapão que nos sacode, nos imprensa num beco aparentemente sem saída, pondo à prova nossas certezas, nossas reações, nossa sanidade. Atire a primeira pedra quem nunca se viu numa situação semelhante e não cedeu ao primeiro impulso de virar a mesa. Nessas horas, muita gente vai aconselhar a não dar o braço a torcer, a cortar imediatamente os atores dessas decepções, para não dar ensejo a que outros façam igual – como se não bastasse estar vivo, todos os dias, para se deparar com grandes e pequenas alegrias e desapontamentos. Uma amiga que não age como você espera, um filho que dispara uma palavra enviesada, um chefe que comete uma injustiça, ó vida.

De vez em quando, é bom mesmo dar uns gritos para não passar recibo de paspalha – afinal, nosso sangue não é de barata. Mas, se você recuar e deletar esses pequenos tropeços, poderá ser chamada pelos outros, no mínimo, de covarde. Não se trata de covardia, e sim de perdão. E perdão é compreensão, entender que existe beleza tanto na força quanto na fraqueza da humanidade. Mais dia menos dia, você também se verá nessa situação, no lado oposto. E saberá que, assim como todo mundo, comete erros imperdoáveis que também merecem perdão. É dura a vida de bailarina.