"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho." (Mário Quintana)
quinta-feira, 23 de março de 2023
Sem rima, sem chão e com alma
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
O silêncio pós poesia
Onde por vezes quero morar
Mas também em muitos momentos,
É dele que pretendo escapar.
E nesse vai e vem de terminações verbais rimadas,
Correr e fugir não é uma opção.
Algumas vezes é o único remédio
Pra manter vivos a mente e o coração.
E hoje no raiar do dia me ponho neste papel
Para aliviar os pensamentos que insistem
Em vagar pelo meu corpo
Ocupando todos os espaços.
E agora, já silenciada,
Adormece uma poetisa
Que muito pouco se arrisca nas palavras.
sábado, 28 de maio de 2022
A vida, seus caminhos e suas nuances
As diferentes nuances da vida
me levam a ser nova ser a cada manhã;
como um renovo em espiral
que olha pra frente e prossegue decididamente.
O que eu era ontem já não me serve mais,
o que sou hoje não poderei oferecer amanhã,
mas as bagagens que me pertencem,
essas sim vão a cada caminho que se apresenta.
Posso ser uma metamorfose lenta ou um furacão,
isso tem a ver com o tempo e com o vento
que me carregam a cada circunstância da caminhada
por caminhos longos, curtos, retos ou sinuosos.
As mudanças avançam paulatinamente ou rapidamente;
os anos avançam e as marcas em meu corpo também.
O olho de hoje não é o de amanhã
e a ansiedade em viver e experimentar gritam
em uma alma silenciosa ou silenciada,
que segue os caminhos da vida, do vento, das circunstâncias.
Em 28/maio/2022.
quinta-feira, 7 de abril de 2022
Dela
Toda mulher ao acordar
Livre das amarras que cismam em lhe aprisionar
Retiram todas as travas do olhar
Para que ela possa dela mesma se apossar
Se o coração do homem no peito bate a atordoar
O seu caminho e sua visão inebriar
Basta nas mulheres se embasar
Das dores, lutas e opressão que teimam em lhes acachapar
Os sentidos, desde o olfato até o paladar
Somente pertencem a elas, pra que possam usar
Da maneira que melhor lhe agradar
E que nenhum homem ouse lhe emperrar
Clarice, Lélia, Marina, Cecília e Carolina e quem mais queira falar
A mulher é pura poesia desde o seu despertar
E que sejam grandes vozes a ecoar
Para além dos homens que sonham em lhes limitar.
30/março/2022
(Poema resposta a canção "Esta" de Chico César)
UMA RIMA, UMA VOLTA, UM ENSAIO
Não tenho mais a facilidade de outrora
Bastava um instante para um poema sair
Hoje eu penso e até desisto na hora
Em que meu coração quer escrever, fluir.
O sol, a chuva, o vento, a vida
Muita coisa pra inspirar e escrever
Mas resolvi me prender da dura lida
Do que mostrar ao mundo o que tenho a dizer.
Voltei feroz como um animal faminto?
Isso ainda não sei muito precisar
Poesia pra mim sempre foi um instinto
Onde não mediria formas pra me expressar.
Em agora, nessa manhã ensolarada
Bebo meu café enquanto estudo sem pretensão
Aí vem a poesia, toda rica e empoderada
Me trazendo uma avalanche de palavras ao coração.
Não sei bem se voltei ao que era antes
Uma poetisa com muita coisa pra falar
Mas saí da inércia que me prendia por um instante
Para ver o que eu ainda tinha pra retratar.
E nessa poesia solta, leve e que teima em sua falação
Busco algo escondido dentro do meu ser
É um tempo, um instante, um movimento de rotação
Que sai pro mundo e vai viver.
(23/02/2022)
⚠
⚠ Aos poucos tô chegando de volta. ⚠
Um processo lento que requer desconstrução, muito estudo e reticências,
daquelas que denotam toda a continuidade de um processo...
Hoje mais fortalecida, madura e sempre pesquisando novas possibilidade
de ler e de existir nesse mundo!
terça-feira, 7 de setembro de 2021
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Ocupações vãs
Quanto tempo não posto!!! A correria das coisas da vida andam me consumindo e por isso, aproveitando esse tempo de Semana Santa, "resolvi dar o ar da graça"!
Nesse tempo ando pensando sobre muitas áreas da minha vida e, parafraseando Clarice Lispector, no que se trata de novos caminhos:
"Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
(Clarice Lispector)
Um tempo de Páscoa repleto de vida para todos nós!!!
segunda-feira, 12 de março de 2012
Não tenha medo da Cruz
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| Cristo de São João da Cruz, de Salvador Dali |
Nos olhos do filho, penetrados nos olhos da mãe, existia uma cumplicidade: Eis aqui os servos do Senhor, faça-se a tua vontade... (Lucas 1,38).
Simão de Cirene por um instante ajuda Jesus, mas a tarefa de carregar a cruz é pessoal. Depois do breve alívio, a responsabilidade é retomada.
Jesus faz o convite: se alguém quer vir comigo, é necessário negar-se a si mesmo (Mateus 16,24).
Em nossos tempos, negar a si parece absurdo, fora dos esquemas psicológicos estabelecidos.
Negar-se é esvaziar-se, arrancar os enfeites e assumir nossa real condição. Abraçar nossa essência com nossas perfeições e, sobretudo, nossas imperfeições.
Diante desse esvaziamento, a cruz deixa de ter o peso insuportável, às vezes sentido por nós. O sofrimento, mesmo na dificuldade para compreendê-lo, adquire um sentido pleno... Assim, não teremos a tentação de fugir, de desistir e de nos fazermos de vítimas. Existirá no brilho de nossos olhos uma certeza inquebrantável: minha fé é maior que minha cruz.
Não existe uma cruz mais pesada que a outra. Aparentemente, pode ser leve se, porém, a vida estiver mergulhada num poço de vaidades, o choramingo será constante, a debilidade ditará as regras... Sou testemunha da fé de pessoas que diante do limite extremo, do peso insuportável de suas cruzes, foram capazes de transmitir serenidade... Nesses casos, só uma coisa explica, como diz o salmista: O Senhor é nossa rocha (Salmo 17,3).
Pe. Luís Erlin é sacerdote, missionário - autor do livro “Olhai os lírios do campo - Nada perturbe vosso coração”, Ed. Ave-Maria. Contato: editorial@avemaria.com.br
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Um sonho a mais...
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Posso ser... (por Giselly Aguiar)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
* Lance toda a força de sua alma! *
domingo, 27 de novembro de 2011
A complicada arte de ver (Rubem Alves)
A complicada arte de ver
sábado, 26 de novembro de 2011
NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
"E a vida o que é diga lá meu irmão"...
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Pessoas...
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Não Estou Pensando em Nada
E essa coisa central, que é coisa nenhuma,
É-me agradável como o ar da noite,
Fresco em contraste com o verão quente do dia,
Não estou pensando em nada, e que bom!
Pensar em nada
É ter a alma própria e inteira.
Pensar em nada
É viver intimamente
O fluxo e o refluxo da vida...
Não estou pensando em nada.
E como se me tivesse encostado mal.
Uma dor nas costas, ou num lado das costas,
Há um amargo de boca na minha alma:
É que, no fim de contas,
Não estou pensando em nada,
Mas realmente em nada,
Em nada...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa











